Um Blog que visa informar, conscientizar e diminuir preconceitos frente á uma Rara Doença...
Minha caminhada pessoal contra um Tumor Cerebral localizado na Glândula Hipófise.
Uma Luta contra a Síndrome de Cushing!! Vencendo!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dosagem Hormonal

Cumprindo com o Prometido terminarei o Protocolo de Exames...

Avaliação Hormonal

  Androstenediona:
Androstenediona e um hormônio esteroide andrógenico produzido pelo cortex adrenal e gonadas. E um corticosteroide e um intermediario no metabolismo dos andrógenos e estrógenos. A Androstenediona e produzida a partir da 17-hidroxiprogesterona e Dehidroepiandrosterona. E o esteroide produzido em maior quantidade pelas celulas intersticiais do ovário. Nas mulheres, a androstenediona e a maior fonte precursora da testosterona.
Sua producao encontra-se aumentada nos casos de Sindrome de Cushing, Hiperplasia Adrenal Congenita, Sindrome dos Ovarios Policisticos, Hirsutismo Idiopatico.
Sua concentracao encontra-se reduzida na Doença de Addison.

Estradiol ou E2 Abreviatura de estradiol:

Hormônio produzido pelos folículos ovarianos e que determina as características sexuais femininas. Quando o FSH induz o crescimento dos folículos, estes produzem quantidades cada vez maiores de estradiol. Quando existem poucos folículos ou seu funcionamento não é adequado, a quantidade de estradiol no sangue se torna baixa, o que acarreta uma redução das características sexuais femininas. Isto ocorre na menopausa, e em demais doenças, e pode ser tratado através da reposição hormonal com estradiol.

11-desoxicortisol (Composto S):

O cortisol é formado na glândula adrenal pela ação enzimática da 11-beta-hidroxilase sobre o 11-desoxicortisol. Quando há deficiência dessa enzima, há aumento na secreção do ACTH e os níveis de 11-desoxicortisol aumentam, com conseqüentes secreção aumentada de andrógenos (responsáveis pela virilização nessa forma de hiperplasia adrenal congênita) e hipertensão arterial. Essa deficiência enzimática representa cerca de 5% dos casos de hiperplasia adrenal congênita. Nos casos de deficiência da 21-hidroxilase, os níveis aparentes do composto S podem aumentar.

Valor de referência:

 Menor que 8,0 ng/mL

17-hidroxiprogesterona :


Este exame é realizado principalmente para identificar pacientes com hiperplasia adrenal congênita (HAC). A hiperplasia adrenal congênita é um distúrbio genético raro que resulta da deficiência de uma enzima que normalmente sintetiza cortisol na glândula adrenal. Esta deficiência resulta no acúmulo de esteróides precursores, como o 17-hidroxiprogesterona, bem como em níveis anormais de hormôniso esteróides, especificamente androgênios crescentes e glicocorticóides decrescentes.
 
Valores normais:

Homens: 0,3 a 3,2 ng/ml
Mulheres:  dias 1 a 10 do ciclo menstrual: 0,2 a 0,7 ng/ml
                  dia 10 até o fim do ciclo menstrual: 0,4 a 2,2 ng/ml
                  gestação - 12ª semana até o término: 2,2 a 12,9 ng/ml

O que significam os resultados anormais:

Níveis mais altos do que 20 ng/ml podem indicar hiperplasia adrenal congênita

DHEA, sulfato (sulfato de desidroepiandrosterona):

Este exame é usado para avaliar a função das glândulas adrenais. O sulfato DHEA é medido em mulheres que apresentam sintomas de virilismo (características do corpo masculino) ou hirsutismo (crescimento excessivo de pêlo) porque a glândula adrenal é a maior, se não a única, fonte de androgênios (hormônios masculinos) em mulheres. Também é medido como parte do planejamento de fertilidade, em crianças com puberdade precoce e para rastreamento de doenças genéticas raras resultantes de enzimas esteróide-sintéticas (que criam esteróides) deficitárias.
A medição do sulfato DHEA é um índice de secreção andrógena adrenal porque pouco deste metabólito (produto da degradação química) é formado nas gônadas (órgãos reprodutores).

Valores normais:

DHEA sérico: 0,2 a 0,9 mcg/dl

sulfato de DHEA sérico: 50 a 250 mcg/dl

O que significam os resultados anormais:

Secreção de androgênio adrenal anormal

Testosterona

Este exame é realizado quando os sintomas indicam que pode haver um nível anormal de testosterona no organismo.
A testosterona é um hormônio esteróide segregado pelas células de Leydig existentes nos testículos (nos homens) e no córtex adrenal e nos ovários (nas mulheres). A testosterona é necessária para o desenvolvimento e a preservação das caraterísticas sexuais secundárias do homem.
Nos homens, a produção e a secreção da testosterona são estimuladas pelo hormônio pituitário LH. A testosterona é metabolizada em 17-cetosteróides, que por fim vão parar na urina.

Valores normais:

no homem: de 437 a 707 ngr/dl (4-11 ngrs/ml)

na mulher: de 24 a 47 ngr/dl (0,30-1,10 ngrs/ml)

O que significam os resultados anormais:

Síndrome de Klinefelter
Doença ovariana policística (SOMP)
Câncer testicular 
Hipopituitarismo
Prolactinoma
Insuficiência testicular
Virilismo

PS: OS VALORES DE REFERÊNCIA PODEM MUDAR DE ACORDO COM O LABORATÓRIO, POR ISSO SÓ O MÉDICO PODE INTERPRETAR EXAMES...

sábado, 28 de agosto de 2010

Dosagem do ACTH

Cumprindo com o Prometido terminarei o Protocolo de Exames...



1ª Etapa da Investigação para Diagnóstico Etiológico (Onde está o tumor)
Dosagens hormonais e testes dinâmicos

Dosagem de ACTH

É o melhor teste para diferenciar a Síndrome de Cushing ACTH-dependente (hipofisário - ectópico) da ACTH-independente (adrenal). São necessárias pelos menos duas dosagens de ACTH.
Esse exame pode ajudar a determinar as causas das irregularidades hormonais. O ACTH é um hormônio protéico secretado pela hipófise anterior. A função principal do ACTH é a regulação do cortisol, hormônio esteróide, secretado pelo córtex da adrenal.


Como é Realizado:


O teste consiste em coleta de sangue venoso e dosagem do ACTH normalmente pelo periodo da manhã, entre 8:00 e 9:00.  Necessita jejum de pelo menos 8h. A dosagem de ACTH é sensível necessitando que a ampola vá para um local refrigerado assim que coletado.

Resultados:

Na vigência de hipercortisolismo, o achado de ACTH plasmático abaixo de 10 pg/mL aponta para uma causa ACTH-independente.
Por outro lado, se as dosagens de ACTH forem superiores a 20 pg/mL, a causa da Síndrome de Cushing é ACTH-dependente.
Para valores intermediários de ACTH (entre 10 e 20 pg/mL), há duas possibilidades: a secreção de cortisol pode ser autônoma, mas não elevada o suficiente para suprimir totalmente a secreção de ACTH ou existe, de fato, um tumor que secreta ACTH, porém em níveis pouco elevados. A diferenciação destas duas situações pode ser feita com a dosagem do ACTH após estímulo com CRH.

Níveis de ACTH superiores aos valores normais devem-se a:


Doença de Addison (provocada pela produção deficiente pela glândula adrenal)
Adrenoleucodistrofia (muito rara)
Doença de Cushing
Tumor ectópico produtor de ACTH
Síndrome de Nelson (muito rara)

Níveis de ACTH inferiores aos valores normais devem-se a:


Síndrome de Cushing provocada por tumor adrenal
Síndrome de Cushing ectópica
Insuficiência pituitária

Teste do CRH (corticotrophin releasing-hormone)


O CRH é o principal hormônio hipotalâmico estimulador da liberação de ACTH pelo corticotrofo normal e tumoral. Assim, o teste do CRH foi criado com objetivo de identificar a Síndrome de Cushing ACTH-dependente de origem hipofisária (deveria responder ao teste) da síndrome de secreção ectópica (não deveria responder). Os primeiros estudos com o teste, realizados na década de 1990 utilizando CRH ovino, demonstraram valores de corte dos incrementos de FS e ACTH indicativos de doença de Cushing de 20% e 50% do basal, respectivamente. Trabalhos mais recentes, feitos com CRH humano (atualmente é a forma mais disponível) mostram que aumento do FS acima de 14% do basal e aumento do ACTH acima de 105% são sugestivos de doença de Cushing, com especificidade de 100% e sensibilidade entre 70 e 85%.

Como é Realizado?

Jejum de 8 horas. Colhe-se amostras de sangue para dosar ACTH e Cortisol basal em seguida, administrar CRH sintético E.V. 100 µg ou 1.5 µg/kg de peso corporal em 30 segundos. Colher amostras de sangue nos tempo basal, 15, 30, 45 e 60 minutos para ensaiar ACTH e Cortisol.


Resultados:

Trabalhos mais recentes, feitos com CRH humano (atualmente é a forma mais disponível) mostram que aumento do FS (Cortisol Sérico) acima de 14% do basal e aumento do ACTH acima de 105% são sugestivos de doença de Cushing, com especificidade de 100% e sensibilidade entre 70 e 85%.

No caso do tumor adrenal secretor de cortisol (causa ACTH-independente), a exposição crônica a níveis supranormais de cortisol provoca bloqueio ou redução da resposta do corticotrofo hipofisário ao CRH; assim, os níveis de ACTH não se elevam acima de 30 pg/mL no teste de estímulo com CRH.
Por outro lado, os tumores produtores de ACTH (adenomas hipofisários e alguns tumores ectópicos) mantêm a capacidade de resposta ao CRH, o que condiciona elevação do ACTH acima de 30 pg/mL.

Teste de supressão com dose alta de dexametasona (8mg e 24mg)


Há duas variantes deste teste, o teste clássico feito com 2 mg de dexametasona por VO a cada 6 horas por 48 h, e o teste simplificado, com administração por VO de 8 mg e 24 mg de dexametasona (em dias diferentes, primeiramente dosa-se com 8mg e no dia seguinte com 24mg) entre 23:00 e 00:00, com dosagem de cortisol plasmático no dia seguinte. Em ambas as situações, o teste baseia-se no pressuposto de que os corticotropinomas, por derivarem de células hipofisárias produtoras de ACTH, possuem receptores de glicocorticoides e assim são suscetíveis à retroalimentação negativa por estes esteroides; a administração de dose alta de dexametasona deve, portanto, provocar redução da secreção de ACTH pelo tumor e, por conseguinte, redução da cortisolemia, o que não ocorreria em tumores extra-hipofisários, como os responsáveis pela síndrome de secreção ectópica de ACTH. Classicamente, considera-se resposta sugestiva de doença de Cushing a redução do FS superior a 50% dos níveis basais. Entretanto, muitos tumores carcinoides ocultos podem exibir supressão dos níveis de ACTH em resposta aos glicocorticoides, mimetizando doença de Cushing, o que limita sua utilização. De fato, estudo recente reavaliando sua eficácia diagnóstica demonstrou acurácia de apenas 71%, aquém da probabilidade pré-teste para a população feminina, o que impõe sérias dúvidas sobre a real utilidade do teste de supressão com dose alta de dexametasona na atualidade.

Continua....

PS: OS VALORES DE REFERÊNCIA PODEM MUDAR DE ACORDO COM O LABORATÓRIO, POR ISSO SÓ O MÉDICO PODE INTERPRETAR EXAMES...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dosagem do Cortisol

Achados Clínicos na Síndrome de Cushing que levam á realização dos exames abaixo:


Diagnóstico Laboratorial de Síndrome de Cushing



Os testes utilizados nesta etapa devem ter alta sensibilidade, para evitar resultados falso-negativos (pacientes com hipercortisolismo (que possuem algum tipo de Cushing) e que são diagnosticados como normais). É importante lembrar que as diversas causas de Síndrome de Cushing podem apresentar períodos intercalados de maior ou menor atividade da doença, caracterizando uma ciclicidade. Logo, antes de descartar a hipótese de Síndrome de Cushing após um resultado negativo, o clínico deve repetir a avaliação em outra ocasião, pela possibilidade de se tratar de um Cushing cíclico.



Dosagem de Cortisol Urinário Livre (FU) de 24 Horas (3 dias de Amostra)


Este exame fornece uma medida integrada da secreção de cortisol durante o dia. A dosagem do cortisol livre é superior ao cortisol total (livre mais ligado à proteína carregadora), pois não sofre influência de situações que alterem a CBG (corticosteroid-binding globulin), como o uso de estrogênios e a tireotoxicose. A principal limitação da aplicação deste exame é a insuficiência renal crônica (clearance de creatinina inferior a 30 mL/min). Para aumentar a sensibilidade do teste, recomenda-se que seja repetido 3 vezes. Níveis normais nas 3 ocasiões praticamente excluem o hipercortisolismo (sensibilidade entre 95 e 100%).


Estados de pseudoCushing, isto é, situações em que há uma hiperativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (depressão grave, alcoolismo, transtornos ansiosos, obesidade, uso de algumas medicações) podem cursar com elevação modesta do FU, sem haver tumor.

Como é realizado:

No dia 1, despreze a primeira urina da manhã e colete toda a urina subseqüente (em um recipiente especial, fornecido pelo Hospital ou laboratório) durante as próximas 24 horas, e armazena o recipiente na geladeira após toda coleta...
No dia 2, colete a primeira urina da manhã e toda a urina subsequente, e armazena o recipiente na geladeira após toda coleta...
No dia 3, colete a primeira urina da manhã e toda a urina subsequente até a primeira urina do dia seguinte, e armazena o recipiente na geladeira após toda coleta...
Caso você tenha feito o exame em casa você deve levar os recipientes cheios do dia sempre no dia seguinte, Não deve esperar o termíno dos três dias para levar á amostra ao laboratório...

Resultados: 



Normal - FU - 10 a 100 mcg/24 h* (esses dados depende do laboratório)

Níveis elevados de cortisol urinário podem indicar:



Tumor secretor de ACTH
Síndrome de Cushing
Tumor pituitário

Níveis reduzidos de cortisol urinário podem indicar:

Doença de Addison
Insuficiência Adrenal
Hipopituitarismo
Hiperplasia adrenal congênita




Dosagem de Cortisol Sérico (FS) após Dexametasona em Dose Baixa (1mg)



A dexametasona é um glicocorticoide sintético com meia-vida prolongada, que não é dosado no ensaio bioquímico específico para cortisol.O teste pode ter seu resultado comprometido por administração de drogas que acelerem o metabolismo hepático da dexametasona (barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina), causando resultados falso-negativos, bem como em situações que cursem com elevação das concentrações de globulina ligadora de corticoide (CBG), como gravidez e uso de estrogênios. O teste com 1 mg é de fácil aplicação ambulatorial e, juntamente com a dosagem do cortisol urinário de 24 horas, constituem os principais exames para diagnóstico de Síndrome de Cushing.


Como é Realizado:
O teste consiste na administração oral de 1 mg de dexametasona entre 23:00 e 24:00, seguida por coleta de sangue venoso e dosagem de cortisol sérico (FS) na manhã seguinte, entre 8:00 e 9:00.

Resultados:

Níveis de FS (Cortisol) inferiores a 1,8 mcg/dL tornam o diagnóstico de Síndrome de Cushing improvável (S=98% e E=88%). Resultados acima deste limite implicam testes adicionais (prossegue investigação).


Este exame também pode ser realizado na presença de outras condições, como:


Síndrome de Cushing ectópica
Síndrome De Cushing por tumor adrenal
Doença de Cushing (tumor hipofisário)


Dosagem de Cortisol Salivar entre 23h e 24h e pós dexametasona pela manhã



A dosagem do cortisol na saliva correlaciona-se bem com o plasma, independentemente do fluxo salivar. Além disso, os kits de coleta disponíveis permitem a dosagem em até 1 semana. Tem se estudado bastante sobre esse teste ser o mais sensível para a realização do diagnóstico... Pode ser dosado também com o teste de supressão com 1mg de dexametasona, administrando a medicação após o paciente coletar a saliva do periodo noturno entre 23:00 e 24:00, seguida por coleta de nova saliva e dosagem de cortisol salivar na manhã seguinte, entre 8:00 e 9:00.
A principal limitação da dosagem do cortisol salivar é a indisponibilidade do método na maioria dos centros.


Como é Realizado:



O teste consiste na coleta de saliva entre 23h e 24h, o intuito é mastigar e umidificar o máximo possível o algodão contido no salivite, após a coleta pode ser usado a administração oral de 1 mg de dexametasona, e em jejum na manhã seguinte entre 8h e 9h coletar novamente saliva com o uso do salivete.


Resultados:

Valores de cortisol salivar da noite acima de 550 ng/dL identificam os casos de Síndrome de Cushing com sensibilidade e especificidade de até 95%.

Níveis elevados de cortisol salivar podem indicar:



Tumor secretor de ACTH  (ectópico)
Síndrome de Cushing
Tumor pituitário (doença de Cushing)


Continua....
 (Seguindo á imagem do post do dia 22/08 do Protocolo)




Boa Noite...
 
 PS: OS VALORES DE REFERÊNCIA PODEM MUDAR DE ACORDO COM O LABORATÓRIO, POR ISSO SÓ O MÉDICO PODE INTERPRETAR EXAMES...

domingo, 22 de agosto de 2010

Protocolo para Diagnóstico da Síndrome de Cushing...

Clique em cima da imagem para que ela se torne mais nítida...

F = Cortisol - Fu = Cortisol urinário


Falando sobre os principais hormonios dosados nesse Protocolo:


CRH --->  ACTH --->   CORTISOL


O que é o Cortisol:

Cortisol é um hormônio corticosteróide produzido pela glândula supra-renal que está envolvido na resposta ao estresse; ele aumenta a pressão arterial e o açúcar do sangue, além de suprimir o sistema imune.

A forma sintética, chamada de 'hidrocortisona,' é uma medicação usada principalmente no combate às alergias e inflamações.

Na síntese do cortisol a glândula adrenal é estimulada pelo lobolo anterior da hipófise através do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). A produção do ACTH é modulada pelo hipotálamo, através da secreção por parte deste do hormônio liberador de corticotrofina (CRH).

O cortisol é essencial à vida. Por muito que se faça terapeuticamente, substituindo as suas funções, a sobrevida humana após adrenalectomia é breve. (Por isso eu fiquei e fico tão incomodada por ter perdido minhas adrenais)


O cortisol tem um claro domínio, em relação à corticosterona, na sua ação glicocorticóide, intervindo de forma marcada em quase todos os aspectos do metabolismo com um efeito global catabólico, ou anti-anabólico.
Não obstante, a sua ação é muitas vezes descrita como permissiva porque atua principalmente, permitindo que os processos ocorram e não iniciando-os, por exemplo, amplifica o efeito de outras hormonas em processos que não afeta substancialmente, de forma direta e isoladamente.
A ação muscular é ambígua, contribui para o catabolismo e perda muscular, mas, simultaneamente, na ausência da hormona a contractilidade dos músculos esquelético e cardíaco é reduzida.
Este efeito pode dever-se à indução da síntese de mediadores ou receptores como a acetilcolina e os receptores b-adrenérgicos, respectivamente. É exercido de forma constitucional, permanentemente, por concentrações basais de corticóides. O catabolismo e perda musculares verificar-se-ão para níveis mais elevados de corticosteróides.
O cortisol inibe a formação de novas estruturas ósseas, por redução da síntese de colagénio do tipo I ( componente fundamental da matriz óssea ), redução da velocidade de diferenciação de células-osteoprogenitoras em osteoblastos activos, diminuição da absorção de Ca2+ a partir do trato gastrointestinal (por antagonismo da vitamina D3), e, finalmente, por aumento da velocidade de reabsorção óssea.
No tecido conjuntivo, a inibição da síntese colagénica produz adelgaçamento cutâneo e das paredes vasculares, podendo provocar pequenas hemorragias cutâneas.
No sistema vascular para além das ações supracitadas, é essencial à reatividade arteriolar às catecolaminas e reduz a produção de prostaglandinas, de ação vasodilatadora; no global, ajuda a manter a pressão arterial porque diminui a permeabilidade vascular endotelial, evita perdas de volume circulante.
No rim, o cortisol aumenta a taxa de filtração glomerular, por diminuição da resistência pré-glomerular e aumento do fluxo sanguíneo; diminui a secreção da hormona antidiurética e a sua ação nos túbulos renais. O cortisol é necessário para a formação de amónia a partir do glutamato nas situações de acidose e aumenta a excreção de fosfatos, por diminuição da sua reabsorção nos túbulos proximais.
No SNC há múltiplos receptores, quer do tipo I quer do tipo II; o cortisol altera os padrões do sono. Em geral, os glicocorticóides atenuam a aquidade dos sentidos, olfativo, gustativo, auditivo e visual; contudo, melhoram a capacidade integrativa e geradora de respostas apropriadas. Em excesso, o cortisol pode provocar insonias e elevar ou deprimir, marcadamente, o humor; baixa também o limiar para a ocorrência de convulsões.
Há uma variação diária na capacidade de reação imunitária, que é a recíproca da secreção de cortisol, visto que o cortisol deprime a resposta imunitária. Por outro lado, vários produtos imunitários, entre os quais a interleucina-1, estimulam a secreção do ACTH, constituindo um complexo sistema de "feedback" negativo.
A ação anti-inflamatória também inclui a supressão da resposta febril, por diminuição da produção de IL-1 (pirogénio endógeno).

Se a atividade metabólica e anti-inflamatória do cortisol são essenciais para a sobrevivência do doente traumatizado ou infectado, também é verdadeiro que altas doses e administração prolongada aumentam a predisposição à infecção, facilitam a sua disseminação e dificultam a cicatrização.

A quantidade de cortisol presente no sangue sofre variação nas várias fases do dia (ritmo circadiano), com os níveis mais altos pela manhã e os níveis mais baixos à noite, várias horas após o início do sono. Informações sobre o ciclo luz/escuridão são transmitidas da retina para os núcleos supraquiasmáticos no hipotálamo.
Com a libertação normal o cortisol tem diversas ações que buscam restaurar a homeostase, o equilíbrio interno do organismo, após o stress. Age como um antagonista fisiológico da insulina, por promover a quebra das moléculas de carbohidratos, lipídeos e proteínas, desta maneira mobilizando as reservas energéticas. Isto aumenta a glicemia e a produção de glicogênio pelo fígado. Também aumenta a pressão arterial. Adicionalmente, as células inflamatórias e do sistema imune têm suas acções atenuadas, levando a uma diminuição da atividade do sistema imune como um todo. A osteogênese, formação óssea, também é diminuída pelo Cortisol.
Essas funções endógenas são a base das conseqüências fisiológicas do stress crônico. A secreção crônica de cortisol causa perda muscular e hiperglicemia, além de suprimir as respostas inflamatórias e imunes. As mesmas conseqüências advêm do uso de drogas glicocorticóides por longo prazo.
Além disto, a exposição de longo prazo ao cortisol resulta na danificação das células do hipocampo. Este dano leva à diminuição da capacidade de aprendizagem. Entretanto, a exposição de curto prazo ao cortisol ajuda no processo de criar memórias.
A maior parte do cortisol sérico, menos cerca de 4%, está ligada a proteínas, incluindo a transcortina ou globulina ligante de cortisol (CBG) e a albumina. Para muitos receptores, apenas o cortisol livre pode ativá-los.

O que é o ACTH:

O hormônio adenocorticotrófico (Brasil), geralmente abreviado para a sigla ACTH, é um polipeptídeo com trinta e nove aminoácidos produzido pelas células corticotróficas da adenohipófise. Atua sobre as células da camada cortical da glândula adrenal, estimulando-as a sintetizar e liberar seus hormônios, principalmente o cortisol, e também estimula o crescimento desta camada.

A secreção de ACTH exibe ritmo circadiano com padrão diurno acentuado, controle por feedback negativo e respostas de ampla variedade de estímulos, entre eles o hormônio de liberação de corticotrofina, este é produzido nas células do núcleo paraventricular.
O hormônio adrenocorticotrópico tem como função estimular a secreção de hormônios da córtex supra-renal, principalmente glicocorticóides e manter a integridade da mesma.

O que é o CRH:
 
CRH (Corticotropin-releasing hormone) é um hormônio produzido pelo hipotálamo responsável pela liberação do hormônio adrenocorticotrófico, também chamado de ACTH, pela adenohipófise.
 
 
 
Á partir desse Post irei explicar os exames utilizados nesse Protocolo, sua importancia, como é realizado, e a avaliação dos seus resultados... Vou buscar ir pela ordem do Protocolo...
 
Boa Noite á Todos
 

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

VIDA.... Como resumir meus 26 anos ??

KARINA  HELEN



Já sou registrada, batizada, Brasileira e Ribeirãopretana...
Já Cursei o Ensino fundamental, o Ensino Médio, Faculdade e Especialização...
Já fui em palestras, convenções, encontros, etc...
Já tirei RG, CIC, Carteira de habilitação, Carteira de trabalho, CRP... Pago IPVA, Seguro e mais uma pancada de contas e impostos... Já fiz também minha declaração do Imposto de Renda...
Assim...
Já fiz muita coisa errada nessa minha vida...
Mas também realizei diversas coisas boas...
Não fui tão má amiga, mas talvez não a melhor...
Não fui a filha, neta, sobrinha, prima e irmã perfeita, mas aquela que sempre buscou ser tudo isso...
Também não fui a melhor aluna da sala, mas nunca deixei de estudar "pra burro"...
Já fui a melhor e a pior em alguma coisa dessa vida...
Já cheguei em primeiro, e em último... Mas também já fiquei no "meio termo"
Já tive duas cachorras, dois periquitos...
Já fui picada, bicada, arranhada e mordida... Mas também já mordi bastante...
Já fiz tatuagem e não me arrependi, mas já me arrependi de algumas coisas que fiz...
Já menti, omiti, já fui orgulhosa o suficiente para não aceitar meu erro, mas também já fui humilde de pedir desculpas...
Já fiz muita arte, já falei palavrão e até briguei de tapas, desenhei e muito em carteiras de colégios, já fui em muita festa, já badalei, já dançei, já corri atrás do trio, já tomei uns 4 porres durante essa minha vida, mas drogas nunca usei e sempre fui careta nesse assunto...
Já beijei, abraçei, amassei, já fiquei, já namorei, terminei, implorei para não terminar, me apaixonei platonicamente e sofri muitos amores em silêncio...
Já andei em turma, em galera, em um pequeno grupo, com um amigo apenas e também sozinha...
Já entrei em enrascadas coletiva e também individual...
Já fui empolgada e desanimada, mau-humorada e brincalhona...
Já fui Carinhosa, dócil, mas também brava e ciumenta...
Já Surtei, e também já fiz terapia, assim como acupuntura, cromoterapia, musicoterapia...
Já fui baba, educadora, atendente, assistente, estagiária e enfim doutora...
Já fiz dieta, academia, ballet, sapateado, jazz, e até medalhista de futsal já fui....
Já tentei tocar flauta, piano, já cantei e muito em Karaôke.... Já desafinei, mas também afinei...
Já escrevi em diários, agendas, blogs... Já escrevi poemas, poesias, crônicas, desabafos, textos reflexivos e também asneiras, já escrevi cartas "kilometrais" de amor, de desculpas, de amizade, de gratidão... Já enviei muito cartão de Natal, Aniversário, e também já recebi minhares deles...
Já desconfiei de alguém, já desconfiei de todo mundo...
Já confiei muito...
Já decepcionei alguém, assim como fui decepcionada por muitos...
Já me frustrei e desfrustrei, e também desfrutei....
Já pedi socorro, já socorri...
Já nadei, levei caldo, já corri, ralei joelhos, já levei pontos, talas e gessos...
Já fui vítima de preconceito e também já vitimizei alguém...
Já fui julgada, assim como julguei, já fui alvo de fofocas, assim como também já fofoquei....
Já sonhei, já fui realista, otimista e pessimista...
Já estive mais distante de Deus, e em outros momentos mais próxima Dele, mas nunca sem...
Já dormi no meio da minha própria prece, e já me esqueci de rezar antes de dormir...
Já me culpei demais, me cobrei demais, assim como também já culpei e cobrei alguém...
Já chorei no travesseiro, no chuveiro, no ombro amigo e até com um desconhecido...
Já chorei por tudo nessa vida... e já busquei colo de mãe muitas e muitas vezes...
Já ri de perder o ar, de doer a barriga....
Já ri de tudo nessa vida...
Já gritei de perder o fôlego, de raiva, de alegria, de competição, vibração, emoção e até mesmo em discussão...
Já gritei de tudo nessa vida...
Já tive medo, do Fofão, da Cuca e do do Bicho Papão, do Homem do Saco, do Homem do Gás, de insetos que voam, de perder minha mãe, de ficar sem meu pai, medo de perder quem se ama... Medo de morrer...
Já tive medo de tudo nessa vida....
Mas também já tive coragem, força, e Fé....
Essa é um pouco do que sou eu, Karina Helen Costa que já foi e é Neta de 4, Filha de 2, Irmã de 1, Sobrinha de 7 e Prima de 11...

E foi por isso que me deu vontade de escrever sobre isso nesse momento, repensar hoje tudo o que já fiz na minha vida até esses 26 anos, colocar na balança e ver o que precisa de mais e o que precisa de menos para os próximos anos... Com certeza eu já fiz muito mais coisas que me esqueci de colocar nessa lista... Pois sempre fui muito vivaz...


Mas quando a gente adoece e recebe coisas boas durante todo esse processo, a gente para, para pensar e refletir sobre muita coisa... Pelo menos assim sou eu... Paro e Reflito... E vendo tudo que passei nesse último ano, eu só posso pensar, que sobrevivi á tudo isso porque tenho ainda alguma missão aqui nesse mundo... Eu digo "missão" no sentido mais simples da vida... Eu não morri pois precisava ainda estar desse lado aqui...
Portanto uso esse espaço agora para agradecer á Deus... Agradecer por Ele ter atendido as milhares de preces que chegaram até o "Céu", agradecer por ter conhecido e feito tantos amigos durante toda essa minha trajetória, agradecer por ter tido o merecimento de estar em uma ótima instituição de saúde e lá nada me faltar, agrader por ter médicos amigos, competentes, doces e verdadeiramente preocupados comigo...
Agradecer por ter dado forças á mim e a minha família que suportamos tudo isso unidos sem deixar a peteca cair...
Obrigada meu Anjo da Guarda por ter ficado ao lado de minha mãe durante cada cirurgia que realizei... Obrigada Deus, Médicos, Médicas Queridas, Amigos, Familia... E Obrigada MaMãe por me dar essa vida que completou 26 anos de muitas vivências, açucarada e as vezes azedas também.... Mas um azedinho na vida também é bom... rsrs...

MUITO OBRIGADA !!!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Nesse mundo .... Sou uma hóspede de Passagem.....


Estou de passagem...

Esse mundo não é meu,

não é nosso, não é seu...

Quanto a mim?

Estou de passagem!

Não guardo rancores, magoas, amores,

dou um fim as minhas dores...

Procuro sempre me lembrar que;

estou de passagem por esse lugar...

Nada posso guardar, pois ,

bagagem não poderei levar.

Cheguei sozinha,

assim também partirei...

De onde vim, trago relapsos,

de lembranças, que desde criança,

estão comigo.
Pra onde de vou?

Só tenho esperança,

na fé que possuo, que faz-me sentir,

que é um lugar seguro,

onde finalmente, me sentirei em casa...


Esse texto da Valquíria Cordeiro veio de encontro com o que penso e sinto... Sempre pensei que nesse mundo estamos apenas de passagem, é mais uma de muitas viagens que realizamos de "lá para cá"...
Portanto a nossa verdadeira casa não é aqui, o que vivemos aqui é transitório, passageiro, assim como que vivemos lá também é transitório, passageiro...
Então onde é a nossa verdadeira casa? Em nós mesmos talvez... O mundo é um lugar inóspito... Estamos sempre em busca de um lugar onde nos sentimos mais acolhidos, seguros e essa busca além de angustiante é também constante... Pois muitas são as vezes que nós somos inóspitos para nosso próprio espírito...

Pense... Hoje como você se sente ? 


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sistema Endócrino

Principais glândulas endócrinas.

(Masculinas na esquerda, femininas na direita.)

1. Glândula pineal
2. Hipófise (pituitária)
3. Tireóide
4. Timo
5. Glândula suprarrenal (adrenal)
6. Pâncreas
7. Ovário
8. Testículo

Hoje eu gostaria de falar sobre o sistema endócrino, pois para se entender o que é a Síndrome de Cushing, ou o que significa ter um tumor hipofisário, ou qual é a importancia de se possuir ás adrenais, precisamos compreender o que é, e como funciona o NOSSO Sistema Endócrino...
Eu sei que esse é um assunto bem complicado, por isso eu tiro o chapéu aos médicos que escolhem essa especialidade da medicina, pois necessita ser sábio o bastante, porque nessa minha trajetória eu descobri que são os hormônios que nos regem a vida, pois sem eles nada adianta ter coração ou cerébro perfeitos...
Então por esses motivos a minha postagem vem apenas "clarificar" um pouquinho sobre esse sistema tão complexo... Irei resumir com um linguajar mais "popular" o que eu aprendi sobre esse sistema, durante a minha faculdade e durante a minha vivência com o adoecimento... Caso eu esteja errada em alguma coisa fiquem á vontade para corrigir...

Sistema Endócrino

Sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios.


Frequentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso atua na coordenação e regulação das funções corporais.

Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tiroide, as supra-renais, o pâncreas, e as gônadas (os ovários e os testículos).

Durante a gravidez, a placenta também atua como uma glândula endócrina além de suas outras funções. O hipotálamo secreta vários hormônios que estimulam a hipófise: alguns desencadeiam a liberação de hormônios hipofisários e outros a suprimem. Algumas vezes, a hipófise é denominada glândula mestra por controlar muitas funções de outras glândulas endócrinas. Alguns hormônios hipofisários produzem efeitos diretos, enquanto outros simplesmente controlam a velocidade com que outros órgãos endócrinos secretam seus hormônios.


A hipófise controla a velocidade de secreção de seus próprios hormônios através de um circuito de retroalimentação (feedback) no qual as concentrações séricas (sangüíneas) de outros hormônios endócrinos a estimulam a acelerar ou a alentecer sua função. Nem todas as glândulas endócrinas são controladas pela hipófise.


Algumas respondem de modo direto ou indireto às concentrações de substâncias presentes no sangue:


As células pancreáticas secretoras de insulina respondem à glicose e aos ácidos graxos.

As células paratireoídeas respondem ao cálcio e ao fosfato.

A medula adrenal (parte da glândula adrenal) responde à estimulação direta do sistema nervoso parassimpático.

Muitos órgãos secretam hormônios ou substâncias similares aos hormônios, mas, geralmente, eles não são considerados parte do sistema endócrino. Alguns desses órgãos produzem substâncias que atuam somente na área próxima de sua liberação, enquanto outros não secretam seus produtos na corrente sangüínea. Por exemplo, o cérebro produz muitos hormônios cujos efeitos são limitados basicamente ao sistema nervoso.


Os hormônios também controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.

Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos.




O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa.

Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.

Principais HormôniosOnde é ProduzidoFunção

Aldosterona  -  Adrenais  -  Ajuda na regulação do equilíbrio do sal e da água através de sua retenção e da excreção do potássio

Hormônio antidiurético (vasopressina)Hipófise   -  Faz com que os rins retenham água e, juntamente com aldosterona, ajuda no controle da pressão arterial

Corticosteróide  (Cortisol) -   Adrenais   -   Produz efeitos disseminados por todo o organismo; em especial, tem uma ação antiinflamatória; mantém a concentração sérica de açúcar, a pressão arterial e a força muscular; auxilia no controle do equilíbrio do sal e da água

Corticotropina   -    Hipófise   -   Controla a produção e a secreção de hormônios do córtex adrenal

Eritropoietina   -   Rins   -   Estimula a produção de eritrócitos

Estrogênios   -   Ovários   -   Controla o desenvolvimento das características sexuais e do sistema reprodutivo femininos

Glucagon   -   Pâncreas  -   Aumenta a concentração sérica de açúcar

Hormônio do crescimento   -   Hipófise   -   Controla o crescimento e o desenvolvimento; promove a produção de proteínas

Insulina   -   Pâncreas   -   Reduz a concentração sérica de açúcar; afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo corpo

Hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante   -   Hipófise   -   Controlam as funções reprodutoras, como a produção de espermatozóides e de sêmen, a maturação dos óvulos e os ciclos menstruais; controlam as características sexuais masculinas e femininas (p.ex., a distribuição dos pêlos, a formação dos músculos, a textura e a espessura da pele, a voz e, talvez, os traços da personalidade)

Ocitocina   -   Hipófise   -   Produz contração da musculatura uterina e dos condutos das glândulas mamárias

Paratormônio (hormônio paratireoídeo)   -   Paratireóides   -   Controla a formação óssea e a excreção do cálcio e do fósforo

Progesterona   -   Ovários   -   Prepara o revestimento do útero para a implantação de um ovo fertilizado e prepara as glândulas mamárias para a secreção de leite

Prolactina   -   Hipófise   -   Inicia e mantém a produção de leite das glândulas mamárias

Renina e angiotensina   -    Rins   -   Controlam a pressão arterial

Hormônio tireoidiano   -   Tireóide   -   Regula o crescimento, a maturação e a velocidade do metabolismo

Hormônio estimulante da tireóide   -   Hipófise   -   Estimula a produção e a secreção de hormônios pela tireóide



A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormônio:


Hipotálamo
  Se localiza na base do encéfalo, sob uma região encefálica denominada tálamo. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras, que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios.


A figura abaixo mostra o hipotálamo (acima) e a hipófise (abaixo).
 

Hipófise (ou glândula Pituitária)


A hipófise é dividida em três partes, denominadas lobos anterior, posterior e intermédio, esse último pouco desenvolvido no homem. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior, neuro-hipófise.

Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise

Somatropina (GH) - Hormônio do crescimento.

Hormônio tireotrófico (TSH) - Estimula a glândula tireóide.

Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - Age sobre o córtex das glândulas supra-renais.

Hormônio folículo-estimulante (FSH) - Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides.

Hormônio luteinizante (LH) - Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.

Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina - Interfere no desenvolvimento das mamas, na mulher e na produção de leite.
Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.


Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise

Oxitocina - Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero, facilitando, assim, a expulsão do feto e da placenta.

Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina - Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo.

Tireóide




Situada na porção anterior do pescoço, a tireóide consta dos lobos direito, esquerdo e piramidal. Os lobos direito e esquerdo são unidos na linha mediana por uma porção estreitada - o istmo.

A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise. Seus hormônios - tiroxina e triiodotironina - requerem iodo para sua elaboração.

Paratireóides

Constituídas geralmente por quatro massas celulares, as paratireóides medem, em média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de discos ovais achatados. Localizam-se junto à tireóide.
Seu hormônio - o paratormônio - é necessário para o metabolismo do cálcio.

Supra-Renais ou Adrenais


Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas; o córtex e a medula. Cada parte tem função diferente.

Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas - controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.

A medula produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, "stress", choque entre outros; preparam o organismo para a fuga ou luta.


Hormônios produzidos pelas Ilhotas de Langerhans (no Pâncreas)




O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino de animais vertebrados. Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático, que contém enzimas digestivas) quanto endócrino (produzindo muitos hormônios importantes, como insulina, glucagon e somatostatina).


Ovários
 
                                            
 
Na puberdade, a adeno-hipófise passa a produzir quantidades crescentes do hormônio folículo-estimulante (FSH). Sob a ação do FSH, os folículos imaturos do ovário continuam seu desenvolvimento, o mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos. O folículo em desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos, responsáveis pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas.


Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise - hormônio luteinizante (LH) - atua sobre o ovário, determinando o rompimento do folículo maduro, com a expulsão do óvulo (ovulação).

O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a produção de outro hormônio - a progesterona - que atuará sobre o útero, preparando-o para receber o embrião caso tenha ocorrido a fecundação.



Testículos
 
 
 
O testículo é a gônada sexual masculina produzindo as células de fecundação chamadas de espermatozóides (os gâmetas masculinos). Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos. Sua função é homóloga a dos ovários das mulheres.



Pois é ainda teria muitoooo mais coisas para falar, mas como eu disse que eu faria um resumo e isso já está ficando extenso demais vou finalizando por aqui... Espero poder ter sido esclarecedor...
Acho que é muito importante sabermos como funciona nosso corpo, pois não somente o Sistema Endócrino como vários outros funcionam em nosso corpo, nos mantendo vivos e saudáveis, e enquanto eles não "piram" ou "pifam" não damos nenhum valor, em saber como podemos ajudar á manter-nos mais saudáveis!!
 
VAMOS CONHECÊ-LOS ANTES DE PERDÊ-LOS!!!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal

Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal



ACTH é o principal hormônio que estimula a biossíntese dos glicocorticóides:

•peptídeo de 39 aminoácidos,


•sintetizado na hipófise anterior


•seu precursor a pró-opiomelanocortina (POMC) - a secreção dele é controlada pelo hormônio liberador da corticotrofina (CRH) e pela arginina-vasopressina (AVP). ritmo circadiano endógeno, estresse e retroalimentação negativa


INTERAÇÃO IMUNOENDOCRINA = As citocinas próinflamatorias (interleucina-1, interleucina-6 e fator de necrose tumoral alfa) também aumentam a secreção de ACTH por ação direta ou mediante aumento do efeito do CRH, evidenciando uma interação imunoendócrina.

Seus níveis são maiores ao acordar e declinam durante o dia, atingindo o nadir durante a noite.

Esse ritmo também depende do ciclo dia-noite e sono-vigília. O ACTH se liga ao receptor 2 da melanocortina, um receptor acoplado à proteína G, ocasionando estímulo da adenilciclase e aumento dos níveis intracelulares de monofosfato de adenosina cíclico.

Cronicamente, o ACTH ESTIMULA a esteroidogênese em função de aumento do transporte intercelular de colesterol mediado pela StAR (proteína de regulação aguda da esteroidogênese). A etapa limitante da esteroidogênese é o transporte do colesterol intracelular da membrana mitocondrial externa para a interna, principalmente pela proteína de regulação aguda da esteroidogênese (StAR, stemidogenic acure regulatory protein), mas também por receptores benzodiazepínico-símiles. Cronicamente (dentro de 24 a 26h de exposição), ele aumenta a síntese de todas as enzimas esteroidogênicas e da adrenodoxina (efeitos ao nível da transcrição gênica).

Ele também aumenta a síntese dos receptores de LDL e HDL e, possivelmente, também da 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase. enzima limitante na biossíntese do colesterol.

O ACTH também aumenta o peso adrenal, por induzir tanto hiperplasia como hipertrofia.

RETROALIMENTAÇÃO NEGATIVA: Os glicocorticóides inibem a transcrição do gene da POMC na hipófise anterior, a síntese do RNA mensageiro e a secreção hipotalâmica de CRH e AVP.

Esse efeito de retroalimentação negativa depende da dose, potência, meia-vida e duração da administração do glicocorticóide, tendo importantes consequências fisiológicas e diagnosticas.

ATENÇÃO !!!!! A supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal por doses farmacológicas de glicocorticóides pode persistir por muitos meses após a interrupção da terapia.